Premium "Cachopa, o que vens para aqui fazer? Isto são só pedras"

Na aldeia de xisto da Figueira, concelho de Proença-a-Nova, vivem apenas 16 pessoas. Fernando foi o último bebé a nascer, filho de pais da terra, e já tem 36 anos. Não entra para as estatísticas de moradores, pois vive entre a aldeia e a capital, com a mulher, de Espinho. Mas o objetivo do casal é mudar-se definitivamente para Figueira: onde os da terra viram "pedras", eles veem um "diamante".

Joana Pereira, 39 anos, é a filha do meio de um casal de Espinho com três filhos. Tem uma família "tipicamente nortenha", como quem diz numerosa: a mãe tem 13 irmãos, o pai sete. Primos são 60. Viveu "sempre rodeada por muita gente". E foi "acabar casada" com Fernando Matias, 36 anos, o último bebé que nasceu numa das aldeias menos habitadas do país - a Figueira, no concelho de Proença-a-Nova, Castelo Branco, onde vivem atualmente 16 pessoas. "De repente estou com uma pessoa que é o meu oposto, recatado e tímido, que cresceu a jogar às cartas com a velhota da frente e que jogava à bola contra a parede", brinca Joana.

Agora vivem entre a Figueira - onde estão a construir o seu negócio e para onde se querem mudar e dar a conhecer as coisas boas da aldeia - e Lisboa, a cidade onde se encontraram. Tinham acabado de deixar o sítio onde nasceram para ir para a faculdade, na capital. Ela estudou Ciências da Educação e está ligada à área da formação e do turismo; ele fez o curso de Engenharia Informática e trabalha numa consultora.

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