Exclusivo Governo, autarquias e empresários preparam apanha da fruta no Oeste. Milhares de trabalhadores vêm de fora

Autoridades de saúde, autarquias locais e empresários do Oeste têm em mãos o desafio de conseguir passar pela época das colheitas contendo a propagação da covid-19. Os autarcas queriam testes aos cerca de 30 mil trabalhadores que são esperados, muitos deles migrantes, mas o Governo declinou essa proposta

Um guia de boas práticas foi distribuído a semana passada aos empresários e autarcas da região oeste, onde dentro de semanas começa a apanha da fruta. A ideia é conseguir lidar com a "migração natural que acontece nesta altura e poderá trazer situações de contágio", como disse ao DN o presidente da Câmara de Caldas da Rainha, Tinta Ferreira, um dos concelhos onde se concentra uma parte importante da fruticultura.

"Não podemos garantir em absoluto que não acontecerão casos de contágio, mesmo com estas medidas. Mas estamos a fazer tudo o que podemos para o prevenir", acrescentou o autarca, ao final de uma reunião com o secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Duarte Cordeiro, na qualidade de coordenador da Região de Lisboa e Vale do Tejo no âmbito do combate à pandemia. A reunião - a que se juntou por videoconferência a ministra da Agricultura, Maria do Céu Albuquerque - contou com a presença de diversos autarcas da região, bem como de alguns representantes de empresas de trabalho temporário, que nesta altura estão a recrutar os trabalhadores para a apanha da fruta. Estima-se que nas próximas semanas (e durante todo o mês de agosto e parte do mês de setembro) cheguem à região mais de 30 mil trabalhadores, alguns deles estrangeiros.

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