Papa Francisco visitou Bento XVI no ano passado, em abril, depois de o Papa emérito ter divulgado uma
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Choque entre Francisco e Bento XVI obrigará Igreja a definir papel de Papa emérito

Imprudência ou manipulação? O que se passa com o Papa emérito, que fez votos de silêncio ao renunciar? Terá sido a Cúria naïf ao acreditar que a coexistência seria pacífica? E se houver uma crise entre Francisco e Bento XVI, a Igreja está preparada para a gerir?

Quando Bento XVI renunciou ao cargo de Sumo Pontífice, a 11 de fevereiro de 2013, não houve críticas, mas elogios. O Papa que tanto tinha sido amado por uns e odiado por outros passava a ser o Papa do "ato histórico" na era da modernidade, só protagonizado 598 anos antes, pelo Papa Gregório XII, em 1415, que renunciou.

Mas o "ato histórico" do então Papa alemão mexeu com a Igreja e deixou muitas questões no ar, que, na altura, poderão ter sido atenuadas pelo voto de silêncio e de recolhimento que prometeu. Como vai ser designado? Que papel vai ter? O que vai vestir? Branco ou vermelho, como os cardeais? Onde vai viver e como vai ser pago? Sobre tudo isto a Igreja teve de refletir, debater e aceitar. O que fez. Mas terá sido a Cúria Romana naïf em relação a estes votos, pensando que a coexistência entre duas figuras universais seria possível? Continuará a haver da parte de Bento XVI uma certa "sede pelo poder", uma vontade incessante de produzir teologia até ao seu fim? Ou as posições que assumiu após a renúncia e que soaram a críticas a Francisco são apenas fruto de uma certa imprudência ou até de manipulação da sua figura por aqueles que o rodeiam?

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