Exclusivo O cientista russo que acabou com o monopólio da bomba atómica pela América

Nascido em Sim, na região dos montes Urais, Igor Kurchatov foi criado na Crimeia, e foi aí que se formou em Física.

Embora já coberta da vegetação típica das estepes cazaques, a cratera mesmo no centro do polígono de Semipalatinsk, que se pode visitar usando um fato especial de proteção contra alguma radioatividade que subsiste, é o único vestígio ainda existente desse 29 de agosto de 1949 em que a União Soviética realizou a sua primeira explosão atómica.

Sabe-se que Estaline, decidido a igualar os Estados Unidos, que quatro anos antes tinham mostrado o seu novo poder destrutivo em Hiroxima e Nagasáqui, recorreu à espionagem para acelerar a produção da bomba, mas contou sobretudo com o génio de cientistas como Igor Kurchatov, cujo busto no Museu de Semipalatinsk testemunha o empenho de um homem para que o seu país conseguisse o chamado escudo nuclear soviético. Há historiadores que consideram que a explosão de agosto de 1949, no atual Cazaquistão independente, permitiu o equilíbrio do terror, que impediu que a Guerra Fria alguma vez se transformasse em quente.

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