Premium Um ministro azarado mas com as costas largas

Mais um ministro com problemas com os militares. Como se tem articulado a tutela e a hierarquia, num modelo por vezes tão complexo, por vezes tão criticado. História de uma relação nem sempre fácil.

Os três anos de mandato de Azeredo Lopes como ministro da Defesa confirmaram uma regra: para a generalidade dos militares, o ministro seguinte é sempre tão mau ou pior do que o antecessor. O antecessor, neste caso, foi José Pedro Aguiar-Branco, a quem os militares se referiam depreciativamente como "Aguiar hífen Branco" - por, entre outras decisões polémicas, impor a criação do hospital único das Forças Armadas, extinguir o Instituto de Odivelas e abrir o Colégio Militar às raparigas ou congelar promoções.

Daí que Azeredo Lopes, como os antecessores, e independentemente das qualidades políticas para desempenhar o cargo, acabasse sempre por ter de ter as costas largas. Para arcar com culpas próprias e alheias e porque uma parte significativa da hostilidade vinda das fileiras militares parece ser sempre parece motivada por razões corporativas.

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