Exclusivo O tempo que passa

Com o filme Os Melhores Anos da Nossa Vida, Claude Lelouch recorda imagens do seu Um Homem e Uma Mulher, datado de 1966. Ou como o culto da memória é um visceral valor cinematográfico.

Dos profissionais da distribuição/exibição cinematográfica aos jornalistas e críticos de cinema, passando, claro, pelos próprios espectadores, todos sabemos que a sala escura já não é o lugar sagrado dos filmes. A história digital do cinema (mais do que a história do cinema digital) tem envolvido uma metódica dessacralização das salas. Há mesmo pelo menos uma geração (des)educada na generalizada indiferença pelos valores de espetáculo e sociabilidade ligados à projeção de filmes numa sala para tal concebida.

Convenhamos que a imperiosa necessidade coletiva de responder à ameaça do covid-19 não será o contexto mais adequado para relançar um tema como este. O certo é que o atual estado das coisas no mercado cinematográfico envolve fatores acumulados ao longo de décadas, refletindo políticas, ideias e falta de ideias marcadas pela mesma indiferença em relação a uma fundamental diretriz. A saber: a necessidade de pensar a permanente construção e reconstrução de públicos.

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