Aconteceu em 1966 - Portugal "não fez o seu melhor" mas venceu a Hungria

O Diário de Notícias de 14 de julho de 1966 dava conta da vitória da equipa portuguesa sobre a húngara no Mundial, que decorreu em Inglaterra.

"O primeiro golo do jogo Portugal-Hungria, aos 2 minutos, abriu a porta para uma vitória portuguesa que sinceramente, tem de dizer-se, foi bafejada pela sorte", escrevia Alberto Freitas, enviado especial do Diário de Notícias ao Mundial de futebol de 1966, que decorreu em Inglaterra.

"Chave de oiro no Mundial" é o título na primeira página, onde se lê que "a equipa nacional não fez o seu melhor mas deu um passo em frente com uma aragem de sorte" e a citação "está escrito que Portugal não perde com a Hungria em jogos de futebol".

Alberto Freitas escreveu ainda que os húngaros "mereceram o que não alcançaram", indicando que o primeiro tempo ofereceu um espetáculo de boa qualidade "pelo nível de futebol jogado pelos húngaros e pela calma da equipa portuguesa, que soube não perder a noção do contra-ataque".

A Hungria empatou, mas a equipa portuguesa modificou a tática "dando mais força à linha avançada", pelo regresso de Simões e José Augusto. "E veio logo a recompensa com um golo de brinde. Torres 'picou' a bola para a baliza e o guarda-redes captou-a, para a deixar fugir para a frente e para cima, e José Augusto, com a cabeça, fez o 2-1."

No jogo contra a Hungria, na fase de grupos, no estádio de Old Trafford, em Manchester, marcaram José Augusto (dois golos) e Torres. O golo da Hungria foi marcado por Bene. Portugal cairia nas meias-finais diante da Inglaterra, a equipa da casa, perdendo por 2-1, conquistando o terceiro lugar na prova frente à União Soviética (vitória por 2-1).

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