Premium Metade dos dentistas veem menos seis pacientes por dia desde o fim do estado de emergência

Pacientes com receio e até dificuldades em encontrar equipamento de proteção. Depois de terem sido obrigados a fechar as clínicas durante o estado de emergência, os médicos dentistas continuam com obstáculos à retoma da atividade. 71% assumem uma redução "significativa" do número de consultas, segundo dados preliminares de um inquérito nacional elaborado pela Ordem dos Médicos Dentistas.

Dizem que o dia-a-dia não mudou assim tanto, por estarem habituados a cuidados redobrados com a higiene e a desinfeção. Mesmo assim, as alterações fazem anunciar-se logo à porta. Na clínica do médico dentista Rui Paiva, em Faro, mede-se a temperatura antes de entrar, passa-se por um tapete de desinfeção, calçam-se forras descartáveis, preenche-se um questionário. Mais a norte, em Barcelos, João Pimenta começou a comprar equipamentos de esterilização do ar ainda na segunda semana de confinamento. É assim que vão recuperando o tempo de portas fechadas, durante o estado de emergência, o que nem todos os médicos estarão a conseguir fazer com facilidade. Metade dos dentistas portugueses veem menos seis pacientes por dia.

"É uma quebra muito significativa", assume o recém-eleito bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas, Miguel Pavão. Desde o fim do estado de emergência que 71% dos especialistas viram as suas consultas reduzidas, segundo dados preliminares de um inquérito nacional elaborado pela Ordem. Seja porque as pessoas têm receio de se sentam na cadeira do dentista, por falta de acesso a equipamento de proteção individual ou até porque não é possível ver tantos pacientes, uma vez que tem de haver um intervalo maior entre as consultas, os últimos meses têm-se revelado um desafio para estes médicos, que esperam não ter de fechar os consultórios novamente, na eventualidade de uma nova onda da pandemia de covid-19.

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