Exclusivo De Fernando Santos a três candidatos ao título. Porque a Grécia adora treinadores portugueses

Os três maiores clubes apostaram em portugueses. Pedro Martins treina o Olympiacos, Abel Ferreira o PAOK e Miguel Cardoso o AEK. Selecionador nacional ainda hoje é recordado.

Se não é um caso inédito no mundo do futebol, andará lá perto. Na temporada que está a começar, os treinadores dos principais candidatos ao título grego são portugueses: Abel Ferreira treina o campeão PAOK, Pedro Martins o Olympiacos e Miguel Cardoso o AEK. Ou seja, só uma espécie de Leicester helénico ou um renascer do histórico Panathinaikos poderá impedir que um dos três técnicos portugueses festeje no final da temporada, imitando os feitos dos compatriotas Leonardo Jardim (2012-13), Vítor Pereira (2014-15), Marco Silva (2015-16) e Paulo Bento (2016-17), todos pelo Olympiacos, ainda que apenas Marco Silva tenha feito a época do título completa.

"Tenho a certeza de que o título vai para um deles, estou certo disso", assegura Zeca, jogador português naturalizado grego, que durante seis temporadas vestiu a camisola do Panathinaikos, histórico de Atenas que foi 20 vezes campeão mas que tem vivido um período de menor fulgor, ao ponto de não se ter qualificado para as competições europeias nas duas derradeiras temporadas.

Também convicto desta (quase) certeza está Vasilis Tempelis, jornalista grego do Sport24.gr que fala um português invejável. "Acho que sim! Normalmente, a equipa que vai à frente não muda de treinador, mas nem sempre na Grécia as coisas são normais", disse ao DN, provavelmente em alusão ao estranho despedimento de Leonardo Jardim em janeiro de 2013, quando seguia invicto e levava dez pontos de avanço sobre o perseguidor PAOK no campeonato e ainda estava envolvido na Taça da Grécia e na Liga Europa.

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