Premium Chocolate. Uma rota lisboeta da gulodice

Chocolates há muitos por toda a cidade, mas nem todos agradam ao palato mais exigente. Do velhinho Cacau da Ribeira às propostas mais modernas, em que a confeção artesanal casa com ingredientes como o gin ou a flor de sal, traçamos um mapa possível para quem quiser entregar-se a tão doces tentações.

Nutritivo, fortificante e afrodisíaco - seria desta forma empolgada que os conquistadores espanhóis às ordens de Hernán Cortés se refeririam ao cacau, estranho a palatos europeus, mas cultivado, transformado e bebido pelos astecas com tão assinaláveis resultados. Convencidos de que este achado poderia ser tão valioso quanto o mítico tesouro do Coronado, trouxeram-no os espanhóis para a Europa e rapidamente confirmaram a validade de tal intuição. Da corte de Madrid, o gosto pelo cacau rapidamente passou a Lisboa, Paris, Amesterdão ou Londres. Os portugueses, agradados pelo sabor e pelo negócio em perspetiva, não tardaram a introduzir o seu cultivo no Brasil (Pará e Maranhão principalmente) e mais tarde em África. Lisboa, porto de "muitas e desvairadas gentes" (na descrição do cronista Fernão Lopes) e mercadorias, tornar-se-ia em breve uma porta de entrada destas novas delícias na Europa, primeiro para as bolsas mais abonadas, depois para alimento de trabalhadores braçais.

Cacau da Ribeira

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