Premium "Isto das seis mil pessoas não é nada". Turismo de Fátima só deverá normalizar em 2022

Os restaurantes e os hotéis não chegam aos 30% de ocupação. As empresas dispensam trabalhadores sazonais e nas lojas só se vendem lembranças de um ou dois euros. Alexandre Marto, representante do grupo Fátima Hotels, acredita que antes de abril do próximo ano não há lugar para recuperação. E adverte para a realidade: o caso de Fátima afigura-se pior do que o Algarve

Fátima prepara-se para o primeiro 13 de outubro da sua história sem hotéis esgotados. Sem restaurantes que rodam duas e três vezes a lotação, sem mar de gente no recinto do santuário. Quando nesta segunda-feira, 12 de outubro, tiverem início as celebrações da Peregrinação Internacional Aniversária - que assinala a última aparição de Nossa Senhora aos Pastorinhos, neste ano presidida por D. José Ornelas, bispo de Setúbal e presidente da Conferência Episcopal Portuguesa - será mais um momento "de mágoa e tristeza", como disse o reitor do santuário, Carlos Cabecinhas.

"Eu acredito que só vamos conseguir uma normalização em 2022. Antes disso não. E estou a ser otimista", afirma ao DN Alexandre Marto, representante do grupo Fátima Hotels (com dez unidades hoteleiras na cidade), também vice-presidente da Associação de Hotelaria de Portugal.

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