Premium Eutanásia. Confissões religiosas admitem aceitar referendo em última hipótese

Oito das 11 confissões religiosas que integram o Grupo de Trabalho Inter-religioso na Saúde reafirmam a posição contra a despenalização da morte assistida. Contudo, embora não seja uma prioridade agora, não descartam a hipótese de discutirem e aceitarem um referendo, se "essa for a única forma de lutar contra a questão".

Há dez anos que católicos, evangélicos, hindus, islamitas, judeus, ortodoxos, budistas, adventistas, bahais e igrejas cristãs discutem o acompanhamento de doentes e a espiritualidade nas unidades de saúde.

Em 2018, oito destas 11 confissões assinaram uma declaração sobre "Cuidar até ao fim com compaixão". O objetivo era tomarem uma posição pública sobre a eutanásia, conscientes de que o país vivia "um momento de grande importância para o nosso presente e futuro coletivos". Fora desta declaração ficaram as igrejas representantes do Conselho Português de Igrejas Cristãs (COPIC) e da comunidade Bahai, no entanto, e como sublinha o capelão Fernando Sampaio: "É um documento histórico, pois até agora ainda não foi conseguida uma posição consensual entre confissões religiosas tão abrangente como esta."

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