Exclusivo Um Verão mesmo à mão (2)

Para Nancy, tudo aquilo representava o cúmulo da joie de vivre, junto de uma família como nunca conhecera, dominada por uma mãe lunática.

E pronto, lá partiram para o paraíso. Talvez hoje não se tenha bem a dimensão do feito, mas a ida da família Durrell para Corfu tem laivos de uma epopeia doméstica, mesmo se lhe retirarmos os exageros romantizados que dela têm sido feitos pelos próprios manos Durrell (Gerald com a sua Trilogia de Corfu, na qual avulta A Minha Família e Outros Animais, e Lawrence em Prospero's Cell) e noutros relatos subsequentes, em livros, telefilmes e séries televisivas.

A 2 de Março de 1935, o SS Oronsay, que fazia a linha do Oriente, partiu de Londres com direcção a Brisbane, na Austrália, uma jornada de seis semanas através de Gibraltar, Port Said e Aden. A bordo, Larry e Nancy, sua mulher, rumo a Nápoles, de onde deveriam apanhar o comboio para Brindisi, na Apúlia, e daí o ferry nocturno até Corfu.

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