Premium 'O Homem Elefante': por trás da máscara, a humanidade

Com uma memorável interpretação de John Hurt, O Homem Elefante chegou aos cinemas há 40 anos e pôs o nome de um jovem David Lynch no mapa de Hollywood. Um filme que deveria ser visto em todas as campanhas eleitorais nos EUA.

"O Homem Elefante é um filme que devia ser reposto nas salas a cada quatro anos, porque o mundo fica melhor sempre que alguém o vê." Ler estas palavras do próprio David Lynch, na autobiografia (Espaço para Sonhar), sobre aquele que foi o seu primeiro grande sucesso comercial, tem um efeito curto-circuito por estes dias: será que ele se refere aos quatro anos dos ciclos eleitorais? Uma coisa é certa, (re)ver O Homem Elefante em plena campanha presidencial americana de 2020 faria um bem inestimável a muitos eleitores que desaprenderam valores sociais como a decência e a compaixão. Ou pura e simplesmente os bons sentimentos. Entenda-se: o cinema pode não salvar almas, mas ajuda a olhar para dentro.

Chegando aos cinemas a 10 de outubro de 1980, o filme que abriu a Lynch as portas de Hollywood, depois do marginal Eraserhead (1977), foi um autêntico batismo de fogo, entre o entusiasmo da produção, as dores da rodagem em Londres e o êxito duplo de crítica e bilheteira, a que se somou as nomeações para oito Óscares (entre eles, melhor filme, realizador e ator).

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