Exclusivo No bairro da Graça, o comércio local agarra-se à vida

Após um ano terrível, o comércio de um bairro no coração de Lisboa tem na profunda ligação à comunidade a principal receita para vencer as dificuldades. Tudo é diferente quando o cliente é um vizinho e também um amigo.

Conhecem-se pelo nome, às vezes até pela voz. No lisboeta bairro da Graça, onde as belas vistas da cidade trouxeram uma maré de turistas nos tempos anteriores à pandemia, já se viu de tudo um pouco: guerras, euforias e disforias, crises económicas várias, despejos de moradores da vida inteira e, finalmente, o confinamento ditado pela emergência sanitária. Mas a aposta dos comerciantes é sempre a mesma: a fidelização do cliente que volta sempre, apesar da subida vertiginosa das rendas de casa ter atirado muitos para "fora de pé". Quem o diz é Anita Braz, proprietária da drogaria/perfumaria, situada na Rua Senhora do Monte, unanimemente apontada como uma das referências comerciais do bairro mas confirmam-no ainda Elisabete Ferreira, com 60 anos ao balcão da papelaria Havaneza Bandeira (Largo da Graça) ou Gisléne Carvalho, empregada e rosto da Loja Portugueza da Graça desde 2008. Mas resistir quando as ruas ficaram desertas e o elétrico 28 começou a passar vazio não foi tarefa fácil.

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