Exclusivo Governo francês avança no combate ao islamismo

Menos de dois meses depois do ataque terrorista ao professor Samuel Paty, a resposta passa por uma lei a "defender os princípios republicanos". Há quem ache insuficiente.

Emmanuel Macron e o seu governo estão debaixo de fogo devido à controversa lei sobre segurança global. Apesar de o presidente francês ter recuado e assegurado que na nova formulação do projeto de lei não será proibido gravar e divulgar imagens de elementos das forças policiais, o protesto de domingo resultou em quase cem detenções e em dezenas de feridos. Em plena contestação ao governo e ao chefe de Estado, avança-se para o projeto de lei, cujo título abandonou o termo "separatismo" e é agora "para defender os princípios republicanos".

Em França, só neste ano contam-se sete atentados de inspiração islamista, dos quais resultaram outras tantas vítimas mortais. Mas foi a decapitação do professor Samuel Paty que provocou ondas de choque em França, e o crime terrorista foi visto como um ataque contra a própria república. Paty sofreu ameaças de morte e acabou por ser morto por um jovem checheno em resultado de ter mostrado aos seus alunos os cartoons de Maomé numa aula sobre liberdade de expressão, numa escola nos arredores de Paris.

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