Premium Faltam medicamentos para doenças crónicas. E não há uma explicação clara para isso

Há medicamentos que faltam sempre. São prescritos para doenças crónicas e há quem desespere por uma caixa. Foi o que aconteceu com uma mãe do Algarve, à espera do remédio para o filho, com uma síndrome raro de epilepsia. A Associação Nacional de Farmácias não tem uma resposta concreta.

"Hoje, este país deixou não sei quantos pais/mães com filhos como o meu sem um medicamento. Eu estava atrás de um senhor que veio de Portimão e que levou a última embalagem que havia no Algarve de Castilium 20 mg. Não há mais, acabou em todos os armazenistas e distribuidores, e ninguém sabe se tarda uma semana, um mês ou um ano." Tornou-se viral o desabafo de Leah Pimentel, mãe de António, de 34 anos, que sofre de uma síndrome epilética rara. Pôs gente de todo o país a tentar encontrar nas farmácias uma (ou mais) caixa(s) do medicamento em falta - um ansiolítico que o filho toma todos os dias, em quatro comprimidos. Cada blíster contém 30.

Esta não foi a primeira vez que Leah Pimentel se deparou com a falta daquele medicamento. Entre os muitos que António precisa de tomar todos os dias, aquele já ameaçou faltar várias vezes. Mas nunca se concretizara, de facto, a falta. Em novembro passado, Leah percebeu que o assunto era sério. A meio do mês percorreu a distância habitual entre Moncarapacho (onde mora) e a farmácia de Albufeira, no Algarve, com o coração nas mãos. E percebeu a gravidade: não havia o medicamento em lado nenhum, em farmácia nenhuma, nem se sabia quando voltaria a ser reposto, de acordo com a informação do laboratório.

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