Exclusivo  "Fomos obrigados a encontrar no mesmo espaço os momentos que estavam separados"

As aulas na Universidade Nova, as reuniões de investigadores, o contacto com os alunos, os telefonemas aos amigos e à família obrigaram Maria João Valente Rosa a redesenhar os seus tempos que agora acontecem no mesmo espaço. E, nem a propósito, a demógrafa acaba o livro Um Tempo sem Idades.

Como é que se está a adaptar a esta nova realidade?
Continuo com a minha atividade de docente, com tudo o que isso implica, a dar aulas, a ter reuniões, naturalmente, não de forma presencial mas através de plataformas. Tive de readaptar os meus planos de aulas - Demografia Prospectiva na licenciatura e Demografia das Migrações Internacionais no mestrado - às plataformas digitais, tudo isto obrigou a redesenhar os conteúdos e a forma de os comunicar. Por outro lado, tive de aprender a funcionar com plataformas totalmente desconhecidas, passei a ter uma série de canais de comunicação, tive de reaprender ou atualizar os meus conhecimentos. Mas falta o contacto humano e cada vez sinto mais a falta desse contacto.

E nos tempos livres?
Estou a reorganizar as leituras que tinha deixado para as férias da Páscoa e tenho tentado arranjar tempo para falar com os outros, via telefone e via Skype. No meu caso, concentrava muito esse tempo ao fim de semana e, agora, não se justifica concentrar esse tempo, está mais diluído ao longo da semana.

Mais Notícias

Outras Notícias GMG