Premium Pedrógão Grande. Os turistas que a covid-19 levou para o interior

Não há memória de um verão assim em Pedrógão Grande, Castanheira de Pera e Figueiró dos Vinhos. Os números quase inexistentes de casos de covid-19 e as características do interior, a que se junta a moda da EN2 (que atravessa Pedrógão), tornaram a pandemia uma "janela de oportunidade". A brama dos veados e a época dos cogumelos estão a dar seguimento à procura, no outono. A este fenómeno junta-se um regresso às origens: há quem tenha trocado Lisboa pelas aldeias onde nasceram os pais e avós, e permaneça em teletrabalho, com vista para a serra.

"Algum dia haveríamos de ser mencionados nos jornais por bons motivos." Dina Duarte, presidente da Associação das Vítimas do Incêndio de Pedrógão Grande, fechou a porta ao verão com o mesmo entusiasmo com que abriu a do outono. A pandemia - que afastou os portugueses das viagens ao estrangeiro e dos grandes centros - foi "uma janela de oportunidade" para o turismo naqueles três concelhos que o país inteiro ficou a conhecer em junho de 2017.

Os habitantes daquela região, como Dina - que vive nas aldeias de Nodeirinho (Pedrógão Grande) e Bolo (Castanheira de Pera) - identificam à cabeça duas razões para esse verão de boa memória, ao contrário de outros passados: os poucos casos de infeção registados naquela região, e o apelo da natureza, o distanciamento que não encontravam em Lisboa.

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