Exclusivo Lavagem das mãos durante pandemia está a baixar risco de infeção hospitalar em doentes

Em 2013, Portugal era o pior país da União Europeia no controlo da infeção hospitalar, dos que registavam maiores taxas de resistência aos antibióticos e dos piores no uso que fazia destes. Por dia, estimava-se que três doentes morriam com uma infeção deste tipo. Uma "fotografia" que "deixava mal o país". Mas, em seis anos, a fotografia mudou de cor. Portugal deixou de ser o pior e dos piores da Europa. O combate à covid-19 está a ajudar neste percurso e levará a mais mudanças.

Delfina ia fazer 80 anos quando a meio de janeiro de um dos últimos invernos entrou numa urgência de um hospital da região de Lisboa. Sofria de demência, mas estava estável. Um pouco de febre e um fervilhar na auscultação detetados pelo médico do lar em que estava há poucos dias foi o que a levaram até àquela unidade.

À partida, seria só por precaução, disseram à família. Era essencial um raio-X para despistar algo mais, mas Delfina acabou por ficar na urgência quase 24 horas. Saiu sem diagnóstico de pneumonia, mas voltou dois dias depois, e o cenário era agora o combate a uma bactéria detetada no organismo, "uma KPC", dizia a médica, que era muito resistente aos antibióticos.

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