Exclusivo "O impeachment não devia ser ferramenta de luta partidária"

Antigo advogado e conselheiro da Câmara dos Representantes Douglas F. Bennett confessou que ouvir testemunhas teria sido muito importante para a transparência do julgamento. Contudo, diz que as provas apresentadas pelos democratas não são fortes o suficiente para julgar Trump. Votação final da destituição no Senado está marcada para esta quarta-feira às 16.00 (21.00 de Lisboa).

Ao fim da segunda semana completa de julgamento do 45.º presidente americano Donald Trump, a resolução final do processo de impeachment está quase a chegar ao fim. De um lado, a equipa de democratas da Câmara dos Representantes liderada por Adam Schiff tentou provar no Senado que Trump abusou do seu poder quando ordenou o atraso de entrega de fundos monetários para a Ucrânia. Do outro, a equipa de defesa de Donald Trump, composta por nomes muito fortes no direito americano, justifica as ações do presidente como normais e tentou que este processo terminasse o mais rápido possível para que o presidente se concentre nas eleições presidenciais de novembro.

A votação final para saber se Trump é julgado ou absolvido das acusações de abuso de poder e obstrução ao Congresso será conhecida nesta quarta-feira às 16.00 (21.00 de Lisboa). Contudo, o processo de impeachment a Trump ficará na história por ser a primeira grande operação política a expor uma divisão ideológica cada vez mais acentuada, em que democratas e republicanos se mostram cada vez mais partidários.

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