Exclusivo Direita e esquerda organizam-se para derrotar Bolsonaro em 2022

Contam-se espingardas no Brasil depois de as eleições municipais fortalecerem o centro, em todas as suas nuances, mostrarem vida além do PT na área progressista e revelarem um presidente da República sem o toque de Midas de há dois anos.

"É possível fazer política sem ódio, São Paulo mostrou que o obscurantismo e o negacionismo têm os dias contados", disse Bruno Covas, do PSDB, no discurso de vitória na eleição para a Prefeitura de São Paulo. A seu lado, o governador do estado homónimo, João Doria, também do PSDB, com um sorriso de orelha a orelha debaixo da máscara, a pensar nas presidenciais de daqui a dois anos contra Jair Bolsonaro, o alvo daquelas palavras. Instantes depois do fecho das urnas em 2020, as eleições de 2022 começaram.

"Um partido que tem mais de 15 milhões de votos não só merece respeito como se senta na mesa principal", disse o próprio Doria, 48 horas após o triunfo do PSDB no maior colégio eleitoral do país, ao jornal Folha de S. Paulo. O partido que já esteve no Palácio do Planalto pela mão de Fernando Henrique Cardoso, de 1995 a 2002, até perdeu em total de municípios na comparação com a eleição de 2016, mas ainda assim governará mais pessoas, a nível autárquico, do que qualquer outra força política brasileira, o que Doria entendeu como um impulso para lançar a sua campanha a Brasília.

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