Premium Das censuradas por "decência" às 4 letras. Como as matrículas portuguesas mudaram em cem anos

Nesta semana começaram a ser emitidas as matrículas com uma nova sequência, que deverá durar 45 anos. Talvez depois, como diz Carlos Barbosa, presidente do ACP, possamos mudar para o sistema anglo-saxónico, em que cada pessoa tem a sua matrícula.

EV-50-03. Carlos Barbosa, presidente do ACP - Automóvel Clube de Portugal, ainda hoje se lembra da matrícula do seu primeiro carro: um Honda 360 que comprou "em 1968 ou 1969". De então para cá, já perdeu a conta ao número de matrículas que teve de fixar, com combinações diferentes de números e letras. O próximo carro que comprar terá uma matrícula com o novo sistema - duas letras, dois algarismos, duas letras, que começou a ser atribuído nesta semana e que substitui a anterior sequência de dois algarismos, duas letras, dois algarismos.

"Este é o único sistema possível. A máquina não faz outro. Só tem possibilidade de fazer matrículas com seis dígitos entre letras e números, por isso não se pode inventar muito", comenta Carlos Barbosa, sublinhando, no entanto, que há países, como os Estados Unidos ou o Reino Unido, onde o sistema é muito diferente: "As pessoas quando compram o seu primeiro carro escolhem a matrícula que querem, que pode ser um nome ou um número ou uma combinação, desde que essa matrícula ainda não tenha sido registada. Depois, quando mudam de carro mantêm a matrícula, basta informar as autoridades." Ou seja, a matrícula pertenceria a cada pessoa e não a cada veículo.

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