Exclusivo Aconteceu em 1989 - Surfistas: pouco apreciados pelos cabos-de-mar

Nos finais da década de 1980 o surf ainda não estava democratizado como atualmente. Os seus praticantes eram vistos como uma tribo à parte, com um calão próprio. E entre eles a divisão entre surfistas e bodyboarders. Ambos atraíam as raparigas e em conjunto enfureciam os cabos-de-mar.

Meninos da Linha versus o pessoal da Costa da Caparica. Surfistas versus body­boarders. Tribos dentro de tribos com calão e linguagem próprios. Era assim que em 1989 o Diário de Notícias escrevia sobre surf, um desporto que era moda e sobretudo de um estilo de vida que, na altura, era menos democratizado.

"É lindo. Só quem vive é que sabe. A gente domina a onda e isso torna-se um prazer. Homem e natureza, ali, os dois em harmonia", dizia o entrevistado, surfista de 19 anos, local da praia do Marcelino, na Costa da Caparica. Que sublinhava o "localismo" dos congéneres da linha de Cascais: "Quando vamos a Carcavelos eles roubam-nos a onda, a roupa e a comida. Mas quando aparecem por cá [Costa] a gente prega-lhes a mesma partida."

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