Exclusivo "Não tenho o objetivo de voltar a trabalhar em Portugal. O meu mercado é o mundo"

Aos 58 anos, é o mais recente treinador de sucesso no estrangeiro. Sagrou-se campeão da Ucrânia no primeiro ano do Shakhtar, dando seguimento à "herança choruda" de Paulo Fonseca. O técnico explica como lidou com a pandemia longe da família, fala da guerra em Donetsk e diz que vive feliz com um projeto à sua medida.

No primeiro ano a trabalhar no estrangeiro, conquistou o título de campeão da Ucrânia com o Shakhtar Donetsk. Que balanço faz desta experiência?
Quando atingimos os objetivos é normal que fiquemos com uma sensação de paz interior e mais motivados para o futuro. Por isso, tem de ser um balanço positivo, mas embora com uma parte que belisca este sucesso, que é a pandemia que tem sido tão negativa para a humanidade. Foi algo que atingiu todos e que pôs em causa o sentido de estarmos fora do país. Em determinado momento tivemos dúvidas se seríamos campeões no campo ou na secretaria, mas a verdade é que perante um infortúnio destes não podemos alhear-nos do mundo em que vivemos.

Chegou a colocar em causa o sentido de estar fora de Portugal?
Quando deixamos o nosso país, com objetivos, e quando as coisas não correm como esperado, com o mundo em cacos, longe da família, dos amigos e das nossas rotinas... é natural que pensemos. Saí para jogar um novo campeonato, com um bom projeto para praticar um futebol atraente e, de repente, parou tudo e ficámos os dias em casa.

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