Exclusivo Nabila Hamza, a feminista tunisina que se sentou ao colo do presidente Bourguiba

O Conselho da Europa premiou-a e à União Europeia ela pede atenção para a Tunísia. A socióloga trabalha a nível local pela inclusão dos migrantes e a nível nacional pelos direitos das mulheres. Aos 6 anos esteve ao colo do presidente Bourguiba, quando cresceu fez-lhe oposição, hoje admira-o.

Nabila Hamza entra na sala do hotel onde vai decorrer a entrevista, apresenta-se e diz estar muito cansada. Para trás ficou a cerimónia na Assembleia da República, onde recebeu do Presidente da República o Prémio Norte-Sul do Conselho da Europa (o outro premiado foi o presidente da Câmara de Palermo, Leoluca Orlando). Pede um café, e assim que começa a falar em francês, com frases em espanhol e expressões em inglês pelo meio, sobre o seu país e os temas que lhe são caros, não transparece vestígios de fadiga.

Do trabalho junto dos migrantes subsarianos como autarca aos direitos das mulheres, do papel do pai da Tunísia independente ao combate ao islamismo, a socióloga e ativista irradia energia. O café fica largos minutos esquecido.

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