Exclusivo Jeffrey Archer: "Estou desapontado com o Brexit. Mas o outro lado ganhou. Aquele em que a minha mulher votou"

Nem mesmo após ter vendido mais de 250 milhões de exemplares o escritor Jeffrey Archer pensa em parar. O sucesso "persegue-o" desde Caim e Abel e os sete volumes da Saga dos Clifton foram uma surpresa. Veio a Lisboa lançar Contador de Histórias.

Jeffrey Archer não tem pruridos em dizer que se inspira nas pessoas que conhece para construir muitas das personagens dos seus livros. Ou que recria cenários a partir de sítios onde vai. Neste caso, como a querer dar um exemplo disso, olha para a sala onde decorre a entrevista e acaba a dizer: "Se usar esta sala, irei descrever a arte horrível que aqui está exposta", para logo em seguida rematar: "Espero que tenham um bom museu em Lisboa." E para que não restem dúvidas sobre o que pretende conhecer dá uma pista: "Tão bom como o Museu do Prado?"

Indica-se-lhe o Museu Nacional de Arte Antiga e imediatamente diz: "Quero ir lá hoje. Não posso visitar uma capital e não ver o seu melhor museu!" Agendam-lhe a ida durante a hora de almoço e antes de ir à Feira do Livro de Lisboa promover o seu mais recente livro traduzido em Portugal, Contador de Histórias, mas Archer dispensa a refeição, só deseja ver os bons quadros que se disse existirem na instituição. Em seguida, mostra que arte é uma coisa que anda sempre na sua mão - "Trago a minha pintura preferida [Entardecer de Verão na Praia de Skagen] sempre comigo" - e mostra a capa do telemóvel, onde está o quadro de Marie Kroyer, "a Monet dinamarquesa". Não é por acaso este interesse pela arte, quem visitar o seu apartamento no topo de um edifício junto ao rio Tamisa encontrará nas paredes meia dúzia de pinturas de autores tão famosos que só se espera ver num museu.

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