Exclusivo Guernica

Em 28 de Maio de 1937, Max Aub, conselheiro cultural da Embaixada de Espanha em Paris, escreveu ao seu embaixador e amigo Luis Araquistáin dizendo que naquela manhã tinha chegado a um acordo com Pablo Picasso. Apesar da relutância deste em receber o que quer que fosse pela realização de Guernica, por considerar que o quadro era uma doação sua à República espanhola, o pintor aceitou uma quantia simbólica para reembolsar os gastos que tivera em tintas e outros materiais.

Pouco antes, Max Aub e Josep Lluis Sert, o arquitecto catalão do pavilhão espanhol da Exposição de Paris de 1937, tinham visitado Picasso no seu ateliê, tentando convencê-lo a pintar uma obra de grande formato que impressionasse os visitantes e que de alguma forma os levasse a compreender que a República ameaçada precisava de ajuda, desesperadamente. Picasso hesitou. Nunca tinha pintado uma tela daquelas dimensões e desagradava-lhe trabalhar por encomenda. Por outro lado, e ainda que fosse um acérrimo apoiante da causa republicana, também não apreciava a ideia de criar uma obra de propaganda como aquela o era, sem margem para dúvidas.

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