Exclusivo Barão Negro: vai fechar o curso para perceber política e desconfiar melhor

Alerta geral: a série da RTP 2, o Barão Negro, está acabar. E poucos se manifestam...

No ano passado, no balanço da transmissão televisiva da melhor e mais famosa série política francesa, uma jornalista parisiense postou no Twitter: "A única coisa que os argumentistas de Barão Negro escreveram e não se verificou é que uma mulher tenha sido eleita presidente." Pouco depois, outra francesa respondeu-lhe também pelo Twitter: "Com efeito..." E assinou: "Ségolène Royal." O diálogo, além de mostrar a verosimilhança da série - pois era uma eminente política a confirmar -, revela também como aquele género televisivo interage com a realidade: Ségolène, ex-mulher de um presidente francês e ela própria eterna candidata ao cargo, não quis perder a boleia que o popular Baron Noir lhe oferecia. O tweet era um agitar de bandeira: "Estão a ver, se até na ficção acontece, porque não nas urnas verdadeiras?"

Depois do sucesso internacional das séries sobre profissões comuns - polícias, médicos, mafiosos, advogados... -, a televisão especializa-se no mais sagrado dos lugares humanos, a política. Ali, onde os nossos escolhidos exercem o métier de nos governarem. Sem espanto, descobrimos que os políticos são homens como nós. E, como o célebre argumentista William Shakespeare mostrou, os líderes políticos têm a vantagem de serem animados pela mais inebriante das paixões: o poder. Ora, o que mais deseja a indústria da ficção, antiga e moderna, são os sentimentos intensos (por favor, Ségolène Royal, escusa de entrar na nossa caixa de comentário e citar a antiquíssima série Lady Macbeth, já todos sabemos que as mulheres, se dão excelentes primeiras figuras no espetáculo, também o podem dar na realidade).

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