Do Atlântico aos pratos na Ásia. Tráfico de enguias bebés dá milhões e passa por Portugal
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Do Atlântico aos pratos na Ásia. Tráfico de enguias bebés dá milhões e passa por Portugal

Iguaria na Ásia, a enguia bebé é figura central de um tráfico bastante lucrativo. Em Portugal, desde 2018, a GNR deteve 65 pessoas. Nos últimos meses foi desmantelada uma rede internacional que ia traficar 330 quilos. Entre o valor do meixão e as apreensões, operação rondou os 2 milhões de euros.

Percorrem entre cinco e sete mil quilómetros à boleia das correntes oceânicas até chegarem aos estuários e às lagoas costeiras da Europa e de África. Milhões delas acabam como iguaria nas refeições em Espanha e em França, mas especialmente nas aquaculturas de países asiáticos como a China, a Tailândia ou o Vietname, onde se chega a pagar 2500 euros por um quilo deste peixe na sua fase juvenil - mais tarde transformar-se-á em Anguilla anguilla, ou enguia-europeia - quando em Portugal a mesma quantidade rende 200 euros ao pescador.

Estamos a falar das enguias bebés, também conhecidas como meixão, que na sua forma de larva saem do mar dos Sargaços (uma região no meio do Atlântico Norte onde ocorre a desova das enguias adultas), sendo transportadas pelas correntes até a sua área de distribuição na Europa e no norte de África. Na viagem, que pode durar de um a dois anos, transformam-se e entram nos estuários e lagoas costeiras já com a forma típica de uma enguia, mas apenas com 4 a 8 centímetros, e com o corpo transparente. Devido ao seu aspeto de transparência também são conhecidas como enguias-de-vidro.

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