Exclusivo Cuba diz adeus aos pesos conversíveis e volta a ter só uma moeda 26 anos depois

A dupla moeda permitiu responder à crise provocada pela queda da União Soviética, mas diferentes taxas de câmbio para os pesos cubanos ou o dólar esconderam o verdadeiro estado da economia. Presidente Díaz-Canel lembrou que esta não é a "solução mágica".

Os cubanos celebram hoje o 62.º aniversário da revolução liderada de Fidel Castro, no mesmo dia em que se preparam para acabar com mais um legado do falecido "comandante": a dupla moeda. O peso conversível (CUC), equiparado ao dólar e igual a 25 pesos cubanos (CUP), foi criado em 1994 para responder à crise provocada pela queda da União Soviética (que era a principal aliada de Cuba) e à necessidade de abertura da economia da ilha ao exterior. Mas desde 2013 que se dizia que tinha os dias contados. Agora, 26 anos depois de lhes chegar às carteiras, os cubanos começam a dizer-lhe adeus - têm seis meses para as últimas trocas.

"Considera-se que estão criadas as condições que permitem anunciar o início desta tarefa a partir de 1 de janeiro de 2021 com uma taxa de câmbio única de 24 pesos cubanos por um dólar", disse o presidente Miguel Díaz-Canel a 10 de dezembro, quando anunciou a data do esperado "dia zero". Numa intervenção ao lado do ex-presidente e líder do Partido Comunista Cubano até abril de 2021, Raúl Castro, lembrou que o fim da dupla moeda "porá o país em melhores condições para levar a cabo as transformações que exige a atualização do nosso modelo económico e social, na base de garantir a todos os cubanos a maior igualdade de direitos e oportunidades".

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