Zeinal Bava deixa presidência da Oi no Brasil

Após 16 meses no cargo, Zeinal Bava renunciou ao cargo de presidente da Oi, revelou na terça-feira a própria empresa. Em agosto havia deixado a presidência da PT para se dedicar à companhia brasileira.

A renúncia já era apontada como um facto certo no sábado pela revista brasileira "Veja", que revelava que esta deveria acontecer no início desta semana e que Bayard Gontijo, diretor financeiro da Oi desde o ano passado, seria o presidente interino.

Na terça-feira à noite, a Oi oficializou a informação no Brasil, em um fato relevante da empresa, divulgado ao mercado, após o fecho da Bolsa.

A imprensa brasileira refere que a renúncia terá acontecido devido ao "desconforto" causado pela operação da PT com títulos da dívida da Rioforte, holding do grupo Espírito Santo, que deixou um 'buraco' de 847 milhões de euros na telefónica portuguesa.

De acordo com o diário brasileiro "Valor Econômico", alguns acionistas brasileiros da Oi, nomeadamente as empresas Andrade Gutierrez e o grupo La Fonte, não acreditavam que Zeinal Bava desconhecia a operação como o próprio afirma.

"Apesar de Bava negar, os donos brasileiros se perguntam ainda hoje se ele de fato não tinha conhecimento da transação financeira, que acabou por levar à queda de Henrique Granadeiro, presidente, e Luis Pacheco de Mello, vice-presidente financeiro da PT, e à mudança nos termos da fusão - até na tentativa de preservar a Oi", diz o diário.

A informação sobre a dívida e dos seus riscos só terá sido revelada aos sócios brasileiros da Oi em junho deste ano.

Segundo o "Valor", Amos Genish, fundador da GVT, empresa adquirida pela Telefónica, é o candidato favorito a suceder a Zeinal Bava, tendo inclusivamente já sido convidado para o cargo.

Zeinal Bava assumiu a presidência da Oi em junho de 2013, acumulando o cargo de presidente da Portugal Telecom (PT), que exercia desde 2008. O gestor foi um dos responsáveis do processo de fusão das duas companhias.

Em agosto, Zeibal Bava deixou a presidência da Portugal Telecom afirmando, na altura, que pretendia dedicar-se exclusivamente ao cargo no Brasil e promover a recuperação financeira e operacional da Oi.

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