UGT defende que eventual redução da TSU deve ser sustentada por impostos directos

A UGT defendeu hoje que qualquer redução da Taxa Social Única deve estar ligada ao emprego e ser sustentada por fontes de receita como os impostos directos, mas nunca pelo aumento do IVA.

Numa resolução hoje aprovada pelo Secretariado Nacional sobre o memorando de entendimento com a "troika", a UGT rejeita qualquer redução das receitas para a Segurança Social por via de uma diminuição generalizada das contribuições patronais, "sem as devidas contrapartidas de financiamento do regime contributivo".

Para a UGT compensar a diminuição da TSU com o aumento do IVA não é a melhor solução uma vez que que "já está previsto no compromisso com a 'troika' um grande aumento de certos produtos, serviços e bens essenciais, por via da mudança de escalões do IVA, com efeitos muito negativos sobre as famílias de menores rendimentos".

A Taxa Social Única é a contribuição paga mensalmente pelas empresas à Segurança Social por cada um dos trabalhadores.

Actualmente, o seu valor é de 23,75 por cento.

A sua redução está prevista no memorando de entendimento e ainda no programa do Governo do PSD, neste caso de 4 por cento ao longo da legislatura.

Na resolução hoje aprovada, a UGT dirige-se aos partidos políticos apelando assim para terem presentes nos seus programas eleitorais e na sua acção política dez linhas de política que a central sindical considera fundamentais.

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