Trabalhadores dos Impostos lamentam saída de Hélder Rosalino

O Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos (STI), que hoje realizou uma greve, lamentou a saída do secretário de Estado Hélder Rosalino, que estava "muito acima da média face aos restantes membros do Governo".

Em declarações à Lusa, o presidente do STI, Paulo Ralha, sublinhou que, apesar das "divergências, às vezes bastante expressivas", que manteve com Hélder Rosalino, acredita que o secretário de Estado da Administração Pública "estava a dar o seu melhor".

Hélder Rosalino vai deixar o atual Governo no final do ano, tendo alegado razões pessoais, segundo disse à Lusa fonte governamental.

"Apesar de tudo, tenho pena, porque era uma pessoa a quem reconhecia e reconheço capacidade de diálogo, capacidade em termos de conhecimento dos dossiês", disse o sindicalista Paulo Ralha.

Quanto ao balanço do primeiro de três dias de greve convocados pelo STI, para "manifestar desagrado" face às medidas do Governo, Paulo Ralha ainda não tem "números concretos de todo o país", mas referiu que em Viana do Castelo e Beja registou-se uma adesão de cem por cento.

O sindicalista adiantou ainda que 13 em 14 serviços fecharam em Vila Real, 18 em 21 fecharam em Braga e 20 em 27 fecharam no Porto, o que, no conjunto, representa uma "adesão maciça em todo o país".

Paulo Ralha acrescentou ainda que, "ao nível das alfândegas também há encerramentos que são expressivos".

O STI, que representa 9.400 trabalhadores, convocou uma greve de três dias (hoje, sexta e segunda-feira), numa altura em que termina o prazo para o "perdão fiscal" concedido pelo Governo a particulares e empresas com dívidas fiscais e à segurança social que as regularizem até dia 20.

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