'The Economist' diz que depois do Allgarve temos "Poortugal"

"Poor" significa pobre, em inglês. Revista faz o trocadilho num artigo que se intitula "mais dor, menos ganhos", sobre a proposta de orçamento para 2013.

Lembrando os dias "mais felizes antes da crise do euro", quando "um governo em Lisboa renomeou o Algarve como Allgarve, na esperança de apelar aos turistas que falam inglês", o artigo diz que há quem queira renomear o país como "Poortugal".

Citando aqueles que criticam o Orçamento de Estado para 2013, apresentado pelo ministro das Finanças Vítor Gaspar, a 'The Economist' fala num aumento "enorme" nos impostos. E diz que raramente manifestantes, economistas e políticos se uniram em descrever os planos como "brutais", "um crime contra a classe média" ou "uma bomba atómica fiscal".

"Poucos concordam" com Gaspar de que este "é o orçamento possível", escreve a revista, indicando que dezenas de milhares de eleitores acreditam que "o aperto de que são alvo as famílias e trabalhadores não é apenas desnecessariamente doloroso, mas é também está a sufocar o crescimento do país".

O artigo da revista britânica termina a lembrar que, ao contrário da Grécia, Portugal tem recebido elogios de Bruxelas e Berlim por ser um "aluno modelo para a Zona Euro". E diz que isso pode ajudar "se e quando o Governo espanhol pedir um resgate" e "começar a discutir com a troika sobre se mais austeridade fiscal é realmente sensata".

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