Suspensão dos feriados mostra o esforço dos portugueses

O ex-presidente da Confederação da Indústria Portuguesa (CIP), Francisco Van Zeller, defendeu hoje que o principal efeito da suspensão de quatro feriados é mostrar para o exterior o esforço que os portugueses estão a fazer para serem mais produtivos.

"É um elemento que visto de fora mostra o esforço que os portugueses vão fazer para se tornarem mais produtivos e esse é o efeito principal", afirmou Francisco Van Zeller, à margem do 9.º Encontro Nacional de Inovação COTEC, na Culturgest, em Lisboa.

Em declarações aos jornalistas, o empresário considerou que a suspensão de quatro feriados "é um pequeno passo", que "sozinho não servia para nada", mas "junto com as outras medidas que estão a ser tomadas para melhorar a competitividade" faz sentido.

Um dia após o anúncio do acordo entre o Governo português e a Santa Sé, o ex-presidente da CIP realçou que "a questão da competitividade é o que poderá vir a atrair investimento estrangeiro [para Portugal]".

Van Zeller recordou que a suspensão dos feriados foi uma medida para compensar a não redução da Taxa Social Única (TSU), considerando que "fazendo as contas não dá os mesmos valores, mas dá a ideia para fora que se está a trabalhar, embora com sacrifício, para melhorar a produtividade".

A suspensão de quatro feridos, concretizada hoje com o anúncio do acordo entre o Governo português e a Santa Sé, será reavaliada ao fim de cinco anos, anuncia um comunicado governamental.

O acordo, que vigorará a partir de janeiro, suspende os feriados religiosos do Corpo de Deus (60 dias após a Páscoa) e de Todos os Santos (01 de novembro). O executivo já havia proposto ao Parlamento suspender os feriados civis de 05 de outubro (Implantação da República) e 01 de dezembro (Restauração da Independência).

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