Rogério Alves diz que "decisão é notável" e mostra que "justiça foi feita"

O advogado do antigo administrador do BCP António Rodrigues, Rogério Alves, considerou hoje como "notável" a decisão do juiz António da Hora em anular as provas, o que demonstra que "a justiça foi feita".

O juiz António da Hora declarou hoje a nulidade das provas apresentadas pelo accionista e investidor Joe Berardo no julgamento das sanções e coimas aplicadas pelo Banco de Portugal (BdP) a seis antigos gestores do BCP.

"O crime não compensa", disse aos jornalistas Rogério Alves, à saída do tribunal, salientando que "a decisão é, de facto, notável", o que demonstra que "a justiça foi feita".

O advogado acrescentou que "só é pena que não fique claríssimo que são pessoas inocentes", numa alusão aos antigos gestores do BCP.

O processo resulta do recurso de seis antigos administradores e um director do BCP, condenados a pagar pelo Banco de Portugal coimas entre 230 mil euros e um milhão de euros e a inibições de atividade entre três e nove anos.

Os três processos distintos que visam antigos altos quadros do BCP estão em fases distintas, estando o julgamento de recurso da decisão do Banco de Portugal em suspenso, o da CMVM na fase inicial, e o do Ministério Público adiado para 2012.

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