Relacionamento com a CGTP poderá melhorar com novo líder da UGT

O secretário-geral da UGT reconhece que as relações com a CGTP não estão bem, defende o restabelecimento do diálogo e manifestou esperança de que a nova liderança da sua central possa alterar o relacionamento entre as duas confederações.

"As relações entre a UGT e a CGTP não estão no melhor momento, mas isto é facilmente ultrapassável", disse João Proença em entrevista à agência Lusa, acrescentando que a mudança de liderança da Intersindical quebrou o diálogo que existia anteriormente.

O secretário-geral cessante da UGT manifestou desejo de que a próxima liderança da central possa alterar, para melhor, o diálogo com a CGTP.

"São dois protagonistas novos talvez se consigam entender melhor. Não como frente contra o Governo, mas como frente para defender os trabalhadores", concluiu.

O sindicalista reconheceu, no entanto, que existe diálogo e convergência na ação a nível de alguns setores, ao nível de sindicatos e nalguns locais de trabalho.

"Mas o diálogo deve ser restabelecido a todos os níveis: ao nível dos sindicatos, setorial e confederal", disse.

João Proença defendeu que o restabelecimento do diálogo implica unidade na ação, o que só é possível se existirem objetivos comuns, "não a luta pela luta".

"É fundamental continuar o caminho da unidade na ação", afirmou.

O sindicalista lembrou que atualmente as duas centrais sindicais comungam de um mesmo objetivo - a luta pelo aumento do Salário Mínimo Nacional (SMN) - embora em moldes diferentes.

A UGT reivindica o aumento do SMN ainda este verão, depois do Governo discutir a matéria com a 'troika', para os 500 euros que, ao abrigo do acordo de concertação social de 2006, deveriam ter entrado em vigor em 2011.

A CGTP quer um aumento imediato do SMN para os 515 euros.

João Proença deixará de ser o secretário-geral da UGT no próximo congresso da central, que se realiza em Lisboa a 20 e 21, terminando uma liderança de 18 anos e será substituído pelo socialista Carlos Silva.

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