"Redução da TSU conduzirá país ao "descalabro"

O líder da CGTP, Carvalho da Silva, criticou hoje a insistência do FMI em baixar a Taxa Social Única (TSU), considerando que se essa receita for aplicada em Portugal conduzirá o país a "um descalabro muito grande".

O Fundo Monetário Internacional defendeu hoje que Portugal deve manter em agenda a possibilidade de baixar a TSU durante um "workshop sobre reformas estruturais" promovido pelo Governo.

"A receita deles é a mesma que aplicaram na Grécia. Se nós nos submetermos às imposições da Troika caímos num descalabro muito grande e é por isso que é preciso mudar. A luta dá resultados. Foi extraordinariamente importante a luta contra a tentativa de imposição de duas horas e meia de trabalho forçado e temos que denunciar que o que está plasmado em concertação social é um conjunto de intenções que levarão Portugal ao retrocesso", reforçou.

Carvalho da Silva, que falava no centro de Guimarães no final de uma marcha de protesto organizada pela FESETE, afeta à CGTP, considerou que tem que ser "desmontada a mentira de que as medidas acordadas em concertação social contribuem para a competitividade e crescimento".

Em relação à posição da UGT, essencial no processo de concertação social, o líder histórico da Intersindical respondeu: "disparates e ações contra os trabalhadores já há muitos, temos que agir contra isso. A UGT que resolva os problemas das suas contradições e atos incorretos, mas não há guerra contra a UGT", disse.

O secretário-geral da CGTP considerou ainda as palavras do Presidente da República, Cavaco Silva, uma "falta de sensibilidade e de perceção dos problemas profundos da sociedade portuguesa".

"Acho que são uma falta de sensibilidade, perceção e interpretação dos problemas profundos em que vive grande parte da sociedade portuguesa e que se meteu numa grande trapalhada face aquilo que são os seus rendimentos reais e a diferença entre eles e a realidade em que se encontra grande parte da população portuguesa", afirmou.

Sexta-feira, o Presidente da República, Cavaco Silva, disse que aquilo que vai receber como reforma "quase de certeza que não vai chegar para pagar" as suas despesas, valendo-lhe as poupanças que fez, com a mulher, ao longo da vida.

Na altura, Cavaco Silva, que não aufere vencimento como Presidente da República, referiu ainda que irá receber 1.300 euros por mês da Caixa Geral de Aposentações e um montante que disse desconhecer do Fundo de Pensões do Banco de Portugal.

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