Redução da TSU até 8 pontos: era o economista a falar

O coordenador do gabinete de estudos social-democrata garantiu hoje que o partido apenas defende a redução até quatro por cento da Taxa Social Única, sublinhando que quando Catroga defendeu uma diminuição até oito pontos estava a falar como economista.

"O doutor Eduardo Catroga estava a falar como economista, estava a falar sobre uma situação técnica e de economia e estava ainda por cima a falar de uma entrevista de um dos senhores [Poul Thomsen] que escreveu o acordo que foi assinado por este Governo", afirmou Carlos Moedas, durante uma conferência de imprensa na sede do partido.

Em declarações ao Diário de Notícias publicadas na edição de hoje, Eduardo Catroga defende que "a redução de quatro pontos percentuais inscrita no programa do PSD é a primeira fase", considerando que "terá de haver uma outra de mais quatro pontos".

"Não pode ser tudo feito numa fase porque o Governo do Partido Socialista esgotou a margem de manobra para mexer no IVA", refere ainda o antigo ministro ao DN.

Confrontado com estas declarações, o coordenador do gabinete de estudos do PSD insistiu que Eduardo Catroga estava a falar como economista, mas recusou a ideia de que está a "desmentir" o antigo ministro

"Não estou a desmentir", afirmou, reiterando que Eduardo Catroga estava a dar "uma explicação técnica" da entrevista de Paul Thomson, onde o responsável do FMI releva a sua expectativa que "o Governo vá até aos oito pontos percentuais" de redução da Taxa Social Única.

Carlos Moedas sustentou ainda que em relação à redução da Taxa Social Única o programa do PSD é "muito concreto", defendendo a sua diminuição "até quatro pontos percentuais e de uma forma gradual".

Contactado pela agência Lusa, antes da conferência de imprensa do PSD, Eduardo Catroga sublinhou que a redução da Taxa Social Única até oito pontos percentuais, "em duas fases" e "não agora", é uma "hipótese forte da 'troika'" com a qual concorda "enquanto economista", mas que deve ser "devidamente estudada até ao Orçamento do Estado para 2012".

"O que vincula o PSD é aquilo que está no seu programa eleitoral", acrescentou o antigo ministro das Finanças, em declarações à agência Lusa.

Eduardo Catroga considerou ainda que a medida "é auto-financiável daqui a três ou quatro anos".

"Vai ter efeitos no crescimento do PIB, nas exportações e no emprego. Logo, com as mesmas taxas de impostos as receitas fiscais vão subir", afirmou.

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