"Primeiro-ministro não pode partir de machado em riste"

Num comentário à reação de Pedro Passos Coelho perante o Manifesto dos 70, que pede a reestruturação da dívida portuguesa, João Cravinho, mentor da iniciativa, acusa o primeiro-ministro de partir de "machado em riste" contra um grupo de pessoas de relevo nacional.

Em entrevista n'O Estado da Nação, programa de entrevistas conduzido por João Marcelino, diretor do DN, e Paulo Baldaia, diretor da TSF, o ex-ministro socialista sublinha que o primeiro-ministro deveria preocupar-se "em governar bem" e "estabelecer um grande consenso nacional com o seu povo". Afirma que toda a reestruturação da dívida tem um custo, mas o custo de continuar a "negar a realidade" será superior, sublinhando que a discussão da reestruturação da dívida irá fazer-se no âmbito europeu.

Sobre a corrupção em Portugal, outro dos temas que escolheu para esta entrevista, João Cravinho avisa que há, ainda hoje, "um enorme embaraço no Parlamento para tratar deste problema" e refere que a própria noção de conflito de interesses, em Portugal, "é absolutamente surrealista".

Sobre as parcerias público-privadas, diz que o problema das PPP em Portugal é de execução e não de concetualização. Destaca que assinou apenas um contrato, para construção da A 23, só que, aparentemente, declara com ironia, foi ele quem levou "o País à ruína".

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