Portugal pode ser elegível para mais ajuda no pós-'troika'

O vice-presidente dos democratas-cristãos no Parlamento alemão (CDU/CSU), o partido de Angela Merkel, considera que Portugal pode ser elegível para mais ajuda quando o programa atual terminar, uma vez que o Governo fez progressos consideráveis.

"Para mim, Portugal fez grandes esforços políticos, tanto para aumentar a competitividade como em termos de consolidação orçamental", afirmou Michael Meister, vice-presidente do grupo parlamentar dos democratas-cristãos, em entrevista à agência financeira Bloomberg, feita a 27 de setembro, mas publicada hoje.

Meister não especificou o tipo de programa a que se referia, adiantando apenas que Portugal teria de apresentar um pedido aos países do euro e ao Mecanismo Europeu de Estabilidade, depois do qual os credores internacionais iriam fazer a sua avaliação e apresentariam uma proposta com as possíveis ajudas a conceder e com as contrapartidas exigidas.

O vice-presidente dos democratas-cristãos no Bundestag disse ainda ter dúvidas sobre se a introdução de alterações ao atual programa de assistência financeira a Portugal teria grande impacto, ainda que o Governo esteja a fazer esforços para conseguir regressar aos mercados sem o apoio da 'troika' (Fundo Monetário Internacional, Banco Central Europeu e Comissão Europeia).

Para já, um programa de acompanhamento posterior "não está na agenda", acrescentou Meister.

Tanto o Governo português como Bruxelas têm negado que estejam a negociar um segundo programa de resgate para Portugal.

O ministro da Economia disse hoje que a economia, as famílias e o Governo estão a trabalhar para que não haja um segundo resgate a Portugal e reafirmou o compromisso de terminar o programa de ajustamento atempadamente.

"Não, não e não, no que depende das famílias e dos cidadãos, no que depende da economia e das suas empresas, no que depende do Governo de Portugal e creio que de todas as instituições com responsabilidade em Portugal não haverá segundo resgate para ninguém", afirmou o ministro António Pires de Lima, hoje no Porto.

Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia, garantiu hoje, em Bruxelas, que "não há qualquer preparação de um outro programa" de assistência financeira a Portugal, e que todos os esforços estão concentrados na implementação bem-sucedida do atual.

"Contrariamente a notícias que vi, não há qualquer preparação, por parte das entidades da União Europeia ou do FMI [Fundo Monetário Internacional], qualquer preparação de um outro programa. Estamos é concentrados na implementação deste programa, e é aí que nos devemos concentrar. Aliás, esse é o interesse, estou seguro, quer de Portugal, quer dos países da zona euro e da União Europeia no seu conjunto", declarou o presidente do executivo comunitário.

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