Portugal pode reforçar presença na Coreia do Sul

Empresas portuguesas poderão ver as suas presenças reforçadas no mercado da Coreia do Sul, nomeadamente nos setores dos vinhos, tomate ou azeite, disse o administrador da AICEP Pedro Pessoa e Costa, no final de uma missão empresarial a Seul.

Catorze empresas portuguesas integraram a comitiva liderada pelo ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, numa visita oficial de três dias à Coreia do Sul, que terminou hoje.

Em declarações à Lusa, o administrador da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) referiu que, desta deslocação, "poderão aparecer várias perspetivas de negócios".

"Nestas missões não se fecham negócios. Os que já estão no mercado consolidam as posições e aproveitam esta boleia de um governante, outros vêm em missões exploratórias", afirmou o responsável, que admitiu que a presença na Coreia do Sul "dos vinhos, do tomate e dos azeites, produtos de excelência, pode sair muito mais reforçada".

Pedro Pessoa e Costa considerou que foram alcançados os objetivos da missão empresarial, que passam por promover Portugal, possibilitar maior contacto entre as empresas dos dois países e mostrar o país como possível destino para o investimento estrangeiro.

Das empresas que integraram a comitiva, a maioria era do setor agroalimentar, mas também das tecnologias de informação e de comunicação, turismo religioso e produção de materiais em cortiça e madeira e de purificadores de ar.

"O mercado coreano não é muito familiar para a maioria das empresas portuguesas", referiu o responsável, que acrescentou que a Coreia do Sul "tem uma dinâmica económica fortíssima".

Quanto à atração de investimento, Pessoa e Costa apresentou, nos encontros que manteve em Seul, nomeadamente com a congénere sul-coreana da AICEP e com a associação de importadores, "razões para ter Portugal no radar para investimentos".

Argumentos que passam pela localização geoestratégica de Portugal, a qualificação dos recursos humanos, a importância do idioma português, "a língua mais falada no hemisfério sul", as boas infraestruturas e os custos competitivos, enumerou.

Pessoa e Costa abordou ainda a qualidade da engenharia e da arquitetura nacional e também a internacionalização das universidades portuguesas, quer através da captação de alunos estrangeiros como da exportação de cursos.

Também o ministro Rui Machete fez um "balanço extremamente positivo" da viagem.

"Do ponto de vista político, tive conversas extremamente interessantes, que permitiram reforçar a ideia de que vale a pena fazer uma concertação da atividade política com a Coreia do Sul", disse, acrescentando que os empresários também se mostraram muito satisfeitos, mas "estas coisas levam um certo tempo".

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