Portugal: Merkel elogia acordo de concertação social

A chanceler alemã, Angela Merkel, louvou hoje o acordo alcançado em concertação social entre o governo português, o patronato e a UGT, incluindo-o nos "progressos alcançados na Europa para uma política sustentável", extensíveis à Itália, Espanha e Irlanda.

"Em Portugal, o governo de Coelho conseguiu chegar a acordo com os parceiros sociais sobre amplas medidas para flexibilizar o mercado de trabalho e para uma política ativa de mercado de trabalho", sublinhou a chanceler na abertura da sessão parlamentar para aprovação do novo resgate de 130 mil milhões de euros á Grécia.

"Como o programa de reformas português, apesar da sua dureza, goza de grande apoio político e social, há grandes hipóteses de que as medidas acordadas sejam de facto implementadas", acrescentou a chanceler alemã.

No que se refere à Grécia, Merkel afirmou que a única via responsável é a estabilização do país no seio da zona euro, considerando que as consequências de uma bancarrota da economia helénica e de um regresso ao dracma teria "riscos incalculáveis" para a zona euro, para a União Europeia e para a Alemanha.

"Como chanceler da Alemanha, estou disposta a assumir riscos, mas não a entrar em aventuras", disse Merkel, sublinhando que "a Europa fracassará se o euro fracassar, mas ganhará se o euro ganhar" os desafios que tem pela frente.

A Alemanha será o principal contribuinte da zona euro para o novo resgate à Grécia, suportando cerca de 36 mil milhões de euros (perto de 28 por cento) dos 130 mil milhões euros do empréstimo que Atenas receberá dos parceiros europeus e do FMI, até 2014.

A quota deste empréstimo à Grécia a assumir pela contribuição do FMI ainda não está quantificada, mas Merkel considerou indispensável que seja "um contributo importante".

Noutra parte da sua intervenção, a chanceler alemã advertiu ainda que o caminho para estabilizar a Grécia será longo, e não é isento de riscos, acrescentando que "ninguém pode dar garantias de sucesso de 100 por cento".

Mais adiante, considerou "essencial" melhorar as condições de vida do povo grego, "a quem já foram exigidos muitos sacrifícios", nomeadamente através da criação de uma administração fiscal mais eficaz, que cobre, de facto, os impostos aos mais abastados.

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