Perdas com 'swap' feitos com o Santander Totta ascendem a 1.113 ME

Os 48 'swap' contratados por empresas públicas ainda ativos tinham perdas potenciais de 1.530 milhões de euros a 30 de setembro, com mais de 70% (1.113 milhões de euros) a respeitarem a operações com o Santander Totta.

Segundo a proposta do Orçamento do Estado para 2014, hoje divulgada, "a 30 de setembro encontravam-se vivas 48 operações de derivados financeiros de entidades do SEE [Setor Empresarial do Estado], com um valor de mercado de 1.530 milhões de euros".

O documento acrescenta que nove destas operações dizem respeito a contratos feitos entre as empresas públicas e o banco Santander Totta, "cujo valor de mercado a 30 de setembro ascendia a 1.113 milhões de euros" negativos.

Sobre estes contratos, refere o Estado, decorrem ações nos tribunais ingleses interpostas pelo banco para verificar se os 'swap' são válidos.

O relatório do IGCP - Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública sobre os 'swaps' contratados por empresas públicas, que alertou para os prejuízos decorrentes deste tipo de operações, destacou que em setembro de 2012 as perdas potenciais decorrentes das operações com o Banco Santander atingiam cerca de 1,4 mil milhões de euros, 40% do total dos prejuízos potenciais, que então ascendiam a 3,3 mil milhões de euros.

De acordo com informação conhecida até ao momento, as empresas públicas pagaram cerca de 1.000 milhões de euros para anular contratos com nove bancos com perdas potenciais de 1.500 milhões de euros.

O Banco Santander Totta é o único banco com 'swap' considerados problemáticos com o qual o Estado ainda não conseguiu qualquer entendimento para cancelar contratos.

A 03 de outubro, quando esteve no parlamento, o presidente do Santander Totta, Vieira Monteiro, afirmou que as negociações com o Governo para fechar contratos 'swap' estão na fase de "partir pedra".

O presidente do Santander Totta avançou também que, em abril, o banco fez ao Governo uma proposta com vista ao cancelamento de contratos 'swap' que tem com quatro empresas públicas -- Metro de Lisboa, Metro do Porto, Carris e STCP.

"O banco fazia uma operação ao Estado português de longo prazo, com condições favoráveis ao Estado, quer de montante quer de taxas de juro. O Estado liquidava não só os derivados, como o restante era de livre utilização pelo Estado", disse Vieira Monteiro.

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