Parlamento Europeu contra taxa sobre depósitos inferiores a 100 mil euros

Os principais líderes dos grupos parlamentares no Parlamento Europeu (PE) defenderam hoje que os depósitos inferiores a 100 mil euros devem ser isentos de qualquer taxa em Chipre e pugnaram por uma "solução europeia" para a ilha mediterrânica.

"Sobre a questão da banca em Chipre, a conferência de presidentes manifesta a sua profunda preocupação e defende que os depósitos de menos de 100 mil euros devem ser isentos de qualquer taxa", refere uma declaração lida pelo presidente do PE, Martin Schulz, em nome dos líderes de cinco grupos políticos e que garantem a maioria na conferência de presidentes do PE.

"Deve ser encontrada uma solução justa e viável para o povo cipriota. Precisamos de uma solução europeia para o problema de Chipre, e não de uma solução externa. As poupanças do cidadão comum não devem ser utilizadas para financiar o setor bancário", referiu Schulz.

Na declaração, que resulta da reunião da conferência dos presidentes do PE que decorreu na quarta-feira, o social-democrata alemão e líder do PE considera que a situação em Chipre comprova a necessidade de uma rápida aprovação de uma união bancária e um mecanismo único de supervisão no sistema bancário da zona euro.

"A supervisão direta da UE sobre os bancos da zona euro será decisiva para assegurar que sejam evitadas crises semelhantes à que ocorre em Chipre".

No final da declaração, os líderes dos grupos parlamentares do PE lamentam "a falta de transparência e de responsabilidade democrática da solução original proposta pela Comissão, FMI e BCE para Chipre".

As conclusões do encontro referem ainda que os ministros das Finanças da zona euro "também devem assumir a responsabilidade por esta solução original para o setor bancário de Chipre. A solução proposta foi decidida à porta fechada às primeiras horas da manhã [de sábado] sem uma reflexão apropriada das suas consequências para as pessoas comuns. E o 'jogo da culpa' sobre quem propôs essas medidas apenas serve para debilitar a confiança na UE".

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