"O País não está a perceber nada do que está a passar"

O fiscalista é o convidado desta semana do Gente que Conta, programa de entrevistas de João Marcelino e Paulo Baldaia. Medina Carreira diz que o País sente as consequências da austeridade mas ainda não percebeu as suas causas, e defende que o primeiro-ministro as deve explicar " na televisão, com giz e um quatro preto".

Quanto ao acordo com a troika, Medina Carreira defende que o prazo devia ser alargado para que a austeridade fosse mais suave e defende que o País tem de criar um novo aparelho produtivo, mas faltam condições para atrair investimento estrangeiro.

Uma das causas será o sistema fiscal, que, segundo o fiscalista, precisa de ser retocado e cujas alterações nos últimos anos não têm permitido estabilidade às empresas para que se instalem no País. Daí mostrar-se surpreendido com as reações ao caso Jerónimo Martins que tem sido, palavras suas, "o bombo da festa".

Defende que o Estado deve olhar com urgência para a reforma do Estado social e desconfia do investimento chinês na EDP, atribuindo a compra das ações da empresa à estratégia política da China. No que diz respeito à realidade internacional, considera que Portugal não cairia necessariamente atrás da Grécia, caso os piores cenários se confirmem, devido à vontade demonstrada pelo Governo de controlar as contas públicas.

Medina Carreira diz que seria também conveniente Portugal ser governado por um executivo de maioria ainda mais ampla e, se possível, constituído por pessoas "acima da política".

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