O ex-ministro dos Negócios Estrangeiros Luís Amado afirmou hoje no Funchal que tudo o prejudica o esforço que está a ser feito para recuperar a imagem do país no exterior é "mal visto".

O ex-ministro dos Negócios Estrangeiros Luís Amado afirmou hoje no Funchal que tudo o prejudica o esforço que está a ser feito para recuperar a imagem do país no exterior é "mal visto".

"Esta crise é uma crise de confiança, desde logo do sistema financeiro, mas também dos financiadores das economias, nos políticos e nos sistemas políticos", disse Luís Amado no Funchal, após ter reunido com os elementos do "governo sombra", constituído pelo cabeça de lista socialista às eleições legislativas regionais da Madeira de Outubro, Maximiano Martins, e outros militantes do partido. Para o antigo ministro do Governo de José Sócrates, esta é uma situação "que exige um esforço grande para recuperar a confiança no país e a imagem do país e tudo o seja feito no sentido de reforçar essa confiança", quando se tenta "deslocar a imagem de Portugal da mais dramática situação grega, tudo o que seja feito que prejudique esse esforço é naturalmente mal visto".

Luís Amado defendeu ser "indispensável que todos os actores políticos assumam responsabilidades no sentido de garantir que a confiança no país é reabilitada o mais rapidamente possível". O ex-ministro salientou que "a credibilidade das instituições permite gerar essa confiança e a estabilidade necessária para que o país continue a financiar-se nos mercados financeiros e recupere esse estatuto". Sobre a situação da dívida da Madeira, Luís Amado utilizou as mesmas palavras do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, afirmando que "há gravidade na situação".

"Não posso dizer mais do que aquilo que eles próprios consideram ser uma situação de gravidade considerável", declarou. "O que está em causa, neste momento, é sabermos se somos ou não capazes de tirar o país, o mais rapidamente possível, da situação de assistência em que se encontra, numa situação de resgate financeiro, que reduz muito a nossa autoridade e a nossa capacidade de conduzir os nossos destinos, de nos governarmos a nós próprios, uma vez que hoje é a troika que manda no país, na esfera económica e pública, por isso é indispensável que todos os políticos assumam as responsabilidades da situação que estamos a viver, estejam na oposição ou nos governos", disse.

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