"Não podemos afrouxar na vigilância" do desemprego

O secretário de Estado do Emprego, Pedro Roque, considerou na terça-feira à noite que a manutenção do desemprego em 17,5% em março mostra que o Governo "não pode afrouxar na vigilância" sobre os números e na criação de emprego.

A taxa de desemprego em Portugal situou-se nos 17,5% em março, igual a fevereiro, mas acima dos 15,1% observados em março de 2012, com os jovens desempregados a subirem de 38,1% para 38,3%, de acordo com os dados do gabinete de estatística europeu (Eurostat) conhecidos esta terça-feira.

"Os dados mostram que o valor de 17,5% se manteve relativamente ao anterior, o que indica alguma estabilidade. É uma boa notícia, mas é uma notícia conjuntural", afirmou à Lusa o governante.

Pedro Roque sublinhou a subida do desemprego face a março de 2012, concluindo que o Governo "não pode afrouxar aquela que é a sua vigilância quanto à questão do desemprego e à criação das condições para a criação de emprego em Portugal".

Sobre o desemprego jovem, o secretário de Estado referiu que "as medidas têm de ser reforçadas" na faixa até aos 25 anos.

A nível nacional, essas medidas passam pela "reformulação do programa Impulso Jovem, que já está a ter resultados".

Por outro lado, destacou, no próximo quadro comunitário de apoio está previsto o programa Garantia Jovem, "com um pacote de seis mil milhões de euros para combate ao desemprego jovem".

De acordo com este programa, aos jovens até aos 25 anos, quando abandonam o sistema escolar, o Estado deve garantir-lhes, num prazo de 4 a 6 meses, o prosseguimento dos estudos, um estágio profissional ou um emprego compatível, explicou.

Pedro Roque falava à Lusa à margem da apresentação do candidato do PSD à Câmara de Almada, António Neves.

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