Ministro pede cautela na avaliação da taxa de desemprego

O ministro da Economia, António Pires de Lima, considerou hoje "surpreendente a forma como a taxa de desemprego se reduziu", pedindo, no entanto, "cautela" na avaliação destes dados, uma vez que é necessário "expurgá-los do efeito da sazonalidade".

No final da visita à 41.ª edição da Feira do Móvel, em Paços de Ferreira, Pires de Lima foi questionado sobre os dados estimados hoje divulgados da taxa de desemprego - 16,4% no segundo trimestre, 1,3 pontos percentuais abaixo do trimestre anterior -, tendo considerando "surpreendente a forma como a taxa de desemprego se reduziu, nomeadamente no mês de junho".

"Mas é preciso cautela ao avaliar estes dados porque é preciso ainda expurgá-los do efeito da sazonalidade", alertou.

No entanto, para o ministro da Economia é "absolutamente claro que a redução do desemprego, mesmo expurgada dos efeitos da sazonalidade, é um facto", considerando que este é "um dado de esperança", uma vez que não há redução de desemprego se a economia continuar em recessão.

"Vamos esperar pelos próximos elementos. Não gosto de criar expectativas exageradas. Acho que é preciso muita prudência e bom senso neste momento em que começamos a ter os primeiros sinais de viragem económica, mas é óbvio que é preferível ter o desemprego a 16,4% do que a 17,8% ou até 18% como estava há dois ou três meses", considerou.

Pires de Lima diz, por isso, que é necessário "continuar a trabalhar laboriosamente" para que esta taxa ainda possa descer mais nos próximos trimestres.

"Nos últimos meses, nos últimos tempos têm-se vindo a consolidar um conjunto de sinais ao nível da produção industrial, do próprio consumo, agora e de uma forma até surpreendentemente positiva ao nível da redução do desemprego, sinais que nos dão a esperança, a confiança de estarmos num momento de viragem económica", tinha já dito o ministro antes da fase das questões dos jornalistas.

Pires de Lima reiterou a ideia lançada na terça-feira de que é preciso ter "prudência e cautela" na avaliação destes resultados.

"Um verdadeiro relançamento da economia passa por estabilizar o consumo privado e por iniciar um trajeto de recuperação do investimento, para além de dar continuidade ao excelente que se tem feito em Portugal, através das empresas, na área da exportação", acrescentou ainda.

A taxa de desemprego em Portugal foi de 16,4% no segundo trimestre, 1,3 pontos percentuais abaixo do trimestre anterior, mas mais 1,4 pontos percentuais do que no mesmo período de 2012, estimou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).

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